Secretaria Regional da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência de Santa Catarina
  • NOTA DE REPÚDIO

    Publicado em 15/04/2021 às 16:56

    NOTA DE REPÚDIO 

    DISSEMINAÇÃO DE NOTÍCIA FALSA POR COLUNISTA MOACIR PEREIRA E JORNAL NOTICIAS DO DIA

    A Secretaria Regional de Santa Catarina da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência vem manifestar o seu repúdio em decorrência da notícia falsa disseminada nesta quarta-feira (14/04/21) pelo colunista Moacir Pereira (Jornal Notícias do Dia). Tal jornalista veiculou a imagem do rosto do Professor Pesquisador Dr. André Báfica (Departamento de Microbiologia, Imunologia e Parasitologia – Universidade Federal de SC – UFSC) junto a matéria midiática referente a um professor que veio a fazer pichações em um tapume de obra no sul da ilha de Florianópolis, dando a entender que este seria o transgressor. Além da notícia ser publicada no site do jornal, o jornalista ainda publicou em suas redes sociais, gerando diversos compartilhamentos com esta notícia falsa. O nome do professor veiculado na matéria não existe no corpo docente ativo ou aposentados da UFSC, como emitido em nota pela própria universidade. Já a imagem que mais circula nas redes sociais é de André Báfica, pesquisador imunologista que trabalha no desenvolvimento de uma vacina contra o coronavírus.

    Sendo assim, a SBPC-SC repudia a disseminação e compartilhamento desta notícia falsa, a qual prejudica a imagem do profissional cientista Dr. André Báfica, que também atua como divulgador de ciência, além da própria Universidade Federal de Santa Catarina.

    Os cientistas catarinenses aguardam retratação pública do colunista disseminador da notícia falsa e do jornal, em todas as suas respectivas mídias de comunicação e que matérias como estas não sejam mais realizadas, pois necessitamos, urgentemente, de informações que contribuam com o desenvolvimento científico, e não o contrário, ainda mais durante uma pandemia.

    Secretaria Regional de SC
    Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência


  • SBPC de Santa Catarina promoverá no dia Internacional da Mulher uma Roda de Conversa online, confira!

    Publicado em 04/03/2021 às 19:50

    SBPC de Santa Catarina convida para um debate sobre essas questões-chave para uma produção de ciência e tecnologia que represente os anseios de uma sociedade diversa.

    No dia 8/03/21, às 18 horas vamos conversar sobre essas questões com mulheres cientistas, educadoras e transformadoras do mundo ao seu redor, que representam importantes iniciativas de defesa da equidade de gênero em suas instituições e na sociedade.

    Depois de tantas lutas e conquistas, nesse 8 de março, podemos dizer que há equidade de gênero nas nossas instituições?

    Como é o cenário nas instituições acadêmico-científicas quando o assunto é representatividade?

    Quais ações institucionais podemos promover para melhorar a equidade e atender a objetivos mundiais de desenvolvimento sustentável?
     
    Traga suas dúvidas e compartilhe suas experiências, ideias e sugestões. Juntes contribuiremos para que as instituições sejam cada vez mais representativas e úteis na promoção do bem-estar de todes!


  • SBPC/SC assina documento elaborado por professores e pesquisadores da UFSC com 10 recomendações para acabar com a pandemia.

    Publicado em 28/02/2021 às 13:39

    Arte: noticias.ufsc.br

    Um documento com mais de 100 assinaturas de professores e pesquisadores da UFSC foi divulgado nas mídias sociais e imprensa catarinense nesta quinta-feira, 25 de fevereiro. Intitulado “Os 10 Pontos Necessários para Acabar com a Pandemia Segundo Pesquisadores e Professores da UFSC”, o documento apresenta um chamado à sociedade para que reflita sobre a necessidade de cumprir algumas medidas necessárias para evitar “um retrocesso de difícil reparação nos sistemas de saúde e educação, ou no desenvolvimento humano, econômico e social”.

    A carta conclui salientando a necessidade de “mudança da postura nacional de enfrentamento da pandemia, para não sermos todos cúmplices históricos por naturalizar no século 21 um novo holocausto”. A publicação foi assinada por 104 cientistas, de diversos Centros de Ensino da UFSC.

    >> UFSC na Mídia: confira, no site do ND+ e no Bom Dia Santa Catarina a repercussão

    >> Documento aberto para novas assinaturas

    Conheça abaixo os 10 pontos e os argumentos dos cientistas da UFSC:

    1. Ainda não é possível desenvolver as atividades cotidianas como de costume. Continuamos perante um evento excepcional de alteração da saúde pública, por doença altamente contagiosa e com um percentual significativo de casos que evoluem para formas graves ou mortais, sem precedentes nos últimos 100 anos.

    2. As recomendações de distanciamento social, uso de máscaras, higiene das mãos e ventilação dos ambientes são as únicas comprovadamente eficazes. Os pesquisadores alertam que a pandemia se mantém pela nossa incapacidade individual e coletiva de cumprir com as quatro recomendações de prevenção, conhecidas desde o início. Reforçam que as máscaras devem cobrir completamente as entradas e saídas de ar do rosto e que as recomendações devem envolver a todos – governos, empresas e sociedade civil.

    3. Liberar atividades sem fiscalização do cumprimento de normas preventivas conduz à piora inevitável da pandemia, e consequentemente dos seus efeitos econômicos. O vírus tem apresentado características sem precedentes de transmissibilidade incrementada, o que resultará no colapso de nosso sistema de atendimento à saúde e num aumento também sem precedentes do número de mortes. Essas medidas, explicam os docentes, ao invés de minimizar os efeitos econômicos da pandemia, terão os efeitos contrários, pois levarão inevitavelmente a uma extensão do período pandêmico a elevação potencial de sua severidade e de todas as suas consequências negativas. Os países que sofreram quedas menores no seu PIB foram, na sua maioria, aqueles que colocaram em prática medidas muito mais rígidas de contenção do espalhamento da infecção, mas por períodos mais curtos de tempo, e conseguiram dessa forma manter janelas temporais de quase-normalidade, nas quais os cidadãos conseguiram retomar todas as atividades reprimidas durante os outros períodos.

    4. O uso de máscara eficiente e bem ajustada deve ser exigido em todos os espaços públicos, e a fiscalização deve ser ampla e garantida. Os pesquisadores da UFSC citam o egoísmo sistemático de pessoas. Salientam que é comum observar pessoas não pertencentes a grupos de risco se achando isentas de responsabilidade com os outros, fazendo questão de mostrar que não seguem as normas de prevenção em nome de uma suposta liberdade individual.  “Não podemos ignorar a ignorância dos outros, devemos explicar isto a quem ainda não entendeu. Reforçamos que os profissionais da saúde estão entre os grupos mais impactados por esta pandemia. Além do prejuízo à sua saúde física, adiciona-se o comprometimento da saúde emocional, que influi no desenvolvimento de suas atividades, como o combate da própria pandemia. A falta de compromisso de todos na contenção da infecção sobrecarrega além do necessário a estes colegas, fundamentais para a saúde de todos nós.”

    5. Qualquer atividade laboral ou econômica somente poderá voltar à normalidade, quando tivermos conseguido controlar a transmissão da pandemia. Antes desse controle, ressalta o documento, não haverá normalidade, pois não será possível conviver sem preocupações adicionais pela saúde.

    6. A volta das aulas presenciais deve ser revista e adiada até que o controle do processo pandêmico/epidêmico esteja consolidado.  Os professores se posicionam contrários às atividades presenciais de ensino. Alegam que é falso que as crianças não se infectam, e afirmam que as crianças podem transmitir o vírus. “Todas as publicações científicas têm mostrado repetidamente que o convívio social delas permite essa transmissão, e indivíduos de qualquer idade podem ser infectados”. Os pesquisadores acreditam que o retorno de atividades escolares presenciais, apesar de muito necessárias, “precisam diminuir o contato com adultos ou com outras crianças que não pertençam ao núcleo familiar”. Os especialistas acreditam que “para conseguir isto não existe fórmula possível que não envolva a diminuição do número de indivíduos ou o aumento do tamanho dos locais onde se fazem as atividades, e simultaneamente a diminuição das taxas de transmissão atuais no resto de cidadãos”. O curso de Pedagogia da UFSC, por meio do Núcleo Docente Estruturante e Colegiado, manifestou-se em solidariedade aos/às trabalhadores/as em educação de Santa Catarina e do Brasil por meio de um manifesto no dia 24 de fevereiro.

    7. As verdadeiras formas preventivas de combate à pandemia devem ser priorizadas e amplamente divulgadas. Os pesquisadores afirmam que é um erro grave pensar que aumentar o número de leitos hospitalares de uma região é uma medida de prevenção. “A manipulação do número de leitos como forma de combate à pandemia favorece a manutenção de uma elevada parcela da população infectada pelo vírus elevando as chances de mutações e surgimento de novas variantes que podem impor maior transmissibilidade e severidade para um processo pandêmico que já é gravíssimo”. Os cientistas salientam que é preciso uma campanha de comunicação nacional sobre quais medidas são cientificamente comprovadas.

    8. Não há demonstrações científicas da existência de tratamentos farmacológicos contra a Covid-19, sejam eles preventivos ou curativos. O que existe hoje são tratamentos de suporte para tentar reverter a patologia grave quando esta se apresenta, dizem os pesquisadores, lembrando que o Estado não pode agir com base em crenças ou opiniões, pois suas responsabilidades, caso venham a ser cobradas, precisam de bases de defesa sólidas e estudos científicos.

    9. A única terapia profilática cientificamente comprovada para a prevenção contra a doença é a vacina. Os cientistas lembram que apesar do avanço científico, “todos nós sentimos uma clara falta de  planejamento e de comunicação adequada por parte do Ministério da Saúde (autoridade competente para esclarecer estes itens) sobre os benefícios reais destas vacinas, seguras e protetoras, em particular contra os efeitos mais indesejáveis da doença”. Ressaltam que há quase 200 milhões de doses de vacinas aplicadas no mundo, com pouquíssimos eventos adversos de maior gravidade. Sobre as vacinas ainda salientam que:

    “1) Deve ser retirado das vacinas qualquer viés político-partidário, e elas devem de ser adotadas pelo Plano Nacional de Imunização, por este ter experiência demonstrada para controle e distribuição eficientes, assegurando a sua distribuição equitativa aos cidadãos;

    2) O governo federal deve cumprir suas obrigações constitucionais e promover uma vacinação ordeira, rápida e irrestrita. Podemos e devemos cada um contribuir para que isso aconteça.

    3) Devemos TODOS estar cientes de que a vacinação não significa um passaporte de isenção da doença. Assim, uma vez vacinados ainda poderemos transmitir a doença se pegarmos o vírus, e por isso devemos continuar com as medidas fundamentais: uso de máscaras eficientes, distanciamento social, ventilação dos ambientes e higienização de mãos, até conseguir que pelo menos 70-90% da nossa população seja vacinada”.

    10. É necessário que o Brasil volte a investir em Ciência de forma sólida e contínua. “A falta de investimento dos últimos anos fez com que o Brasil não tenha sido capaz até hoje de aprovar a sua primeira vacina (o único país dos BRICS que está nesta situação) apesar de ter cientistas e instituições capacitados para isso.”

    Leia o documento na íntegra.


  • “Qual sociedade pode almejar um futuro sem ciência, educação, saúde pública e meio ambiente preservados? “

    Publicado em 17/02/2021 às 10:06

    Imagem: https://www.abrasco.org.br/site/noticias/conhecimento-inovacao-tecnologia/ciencia-e-tecnologia-senado-retira-fndct-da-pec-187-2019/45486/

    Texto original: http://www.diretodaciencia.com/2021/02/13/e-preciso-derrubar-os-vetos-que-ameacam-nos-levar-a-um-futuro-sem-ciencia/ 

    Se há uma consistência nas ações do governo federal nos dois anos, e sobretudo após a pandemia de Covid-19, é contrapor-se às estratégias de desenvolvimento das principais economias do mundo condenando o Brasil ao retrocesso em diferentes setores.

    Um exemplo significativo envolve o fomento à ciência no Brasil, em especial por meio do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT). Um documento da Comissão Europeia de maio de 2020, intitulado “O papel da pesquisa e inovação no apoio à recuperação da Europa da crise da Covid-19”, destaca que pesquisa e inovação são alavancas críticas para assegurar uma recuperação sustentável e inclusiva e, ao mesmo tempo, aumentar a resiliência dos setores produtivos, a competitividade da economia e a transformação dos sistemas socioeconômicos. Por outro lado, no Brasil, decisões recentes do governo, se não forem revertidas pelo Congresso, reduzirão substancialmente os recursos do FNDCT.

    Criado em 1969, o FNDCT tem como objetivo financiar a inovação e o desenvolvimento científico e tecnológico, promovendo o desenvolvimento econômico e social do país. O Fundo tem apoiado programas e projetos prioritários, e permitiu expandir o financiamento da pesquisa no Brasil para além da modalidade de apoio em nível individual ao pesquisador.

    Apoio a projetos

    Ao longo de seu funcionamento, os recursos alocados no FNDCT variaram bastante e atingiram seus valores mais baixos na década de 1990. Esse quadro mudou a partir de 1997, quando um conjunto de ações programáticas setoriais, os Fundos Setoriais com receitas vinculadas, passou a garantir a arrecadação para o FNDCT. A criação dos Fundos Setoriais representou o estabelecimento de um novo padrão de financiamento para o setor, sendo um mecanismo inovador de estímulo ao fortalecimento do sistema nacional de Ciência e Tecnologia (C&T).

    Em 2004 foi criado o Comitê de Coordenação dos Fundos Setoriais e, em 2007, foi promulgada a Lei do FNDCT que o dotou de um Conselho Diretor. Os recursos que compõem o FNDCT e permitem o cumprimento de sua missão são oriundos de percentuais sobre diferentes atividades econômicas, como por exemplo, de royalties sobre a produção de petróleo ou gás natural; da receita operacional líquida de empresas de energia elétrica; dos recursos decorrentes de contratos de cessão de direitos de uso da infraestrutura rodoviária para fins de exploração de sistemas de comunicação e telecomunicações.

    O FNDCT foi central para o crescimento do sistema de pós-graduação e, consequentemente, na institucionalização da pesquisa científica e tecnológica no Brasil. Os Fundos Setoriais apoiaram milhares de novos projetos, que geraram não somente conhecimento, mas também a transferência para empresas.

    Os vetos

    No entanto, apesar de não serem atrelados ao orçamento federal, os recursos do FNDCT passaram a sofrer contingenciamento. Em 2020, o FNDCT tinha mais de R$ 6 bilhões autorizados pelo Orçamento para aplicação em ciência, tecnologia e inovação, mas cerca de R$ 5 bilhões foram contingenciados pelo governo para atingir a meta fiscal de resultado primário.

    Buscando manter o papel central do FNDCT para a ciência brasileira, a Lei Complementar 177, de 2021, oriunda do projeto de lei complementar 135/2020, estabeleceu que o Fundo deveria ter seus recursos preservados de contingenciamentos.

    No entanto, a Lei Complementar 177 foi sancionada com dois vetos do Executivo sob a justificativa de defesa do interesse público. Um dos artigos vetados disponibilizava integralmente, para execução orçamentária e financeira do FNDCT, os recursos a ele vinculados e que foram alocados em reserva de contingência na Lei Orçamentária Anual de 2020. O outro ponto vetado impedia a alocação orçamentária dos valores provenientes de fontes vinculadas ao FNDCT em reservas de contingência de natureza primária ou financeira.

    Com os vetos, que descaracterizam o projeto aprovado pelo Congresso, o FNDCT que foi nos últimos anos uma das principais fontes de recursos orçamentários e financeiros para o apoio à infraestrutura científica e tecnológica, teve seus recursos substancialmente reduzidos.

    Ciência e investimento

    Consolida-se assim o estrangulamento do fomento à ciência brasileira que terá repercussões por décadas, sedimentando o nosso atraso tecnológico e nossa dependência crescente de outros países em setores estratégicos e críticos como visto na atual pandemia da Covid-19.

    O pressuposto de que a ciência financiada com recursos públicos traz benefícios econômicos para os países tem sido um fundamento central da política científica desde o fim da Segunda Guerra Mundial nos países desenvolvidos. A pesquisa científica desempenha um papel vital no progresso tecnológico e, consequentemente, no crescimento econômico.

    Dados e análises de relatórios que comparam vários países confirmam que o financiamento em ciência e tecnologia é uma boa aposta econômica, sendo estimado um retorno em longo prazo da ordem de 20%. Alguns investimentos resultam em impactos profundos, tais como o Projeto Genoma Humano, nos anos 1990 que, segundo uma estimativa, para cada dólar investido, houve um retorno de US$141 em novos medicamentos, produtos, serviços e empregos.

    A pesquisa e a inovação podem ser uma das formas mais valiosas para um governo gastar o dinheiro do contribuinte. Estudos sobre inovações tecnológicas mostraram que elas dependem de resultados de pesquisa que requerem não raramente décadas e frequentemente em campos do saber aparentemente não relacionados. Os retornos econômicos, no entanto, não constituem nem o único, nem o principal objetivo para os investimentos federais em ciência.

    Desenvolvimento humano

    O processo de desenvolvimento econômico deve ter como objetivo central o desenvolvimento humano. O investimento em educação e ciência, além da formação de cientistas, ajuda a melhorar as habilidades de trabalhadores em geral, tem uma elevada taxa social de retorno, além de produzir um efeito de transbordamento de proporções maciças para a economia.

    A mensuração da taxa social de retorno à pesquisa e desenvolvimento é hoje comumente utilizada e tornou-se um mecanismo muito importante para medir o efeito do investimento feito pela sociedade. Existe vasta literatura que aponta as externalidades positivas, que se retroalimentam, decorrentes do investimento em ciência e tecnologia.

    Com os vetos à Lei Complementar 177 e a permanência do contingenciamento sobre o FNDCT, o governo federal reafirma seu compromisso com o atraso do Brasil. Qual sociedade pode almejar um futuro sem ciência, educação, saúde pública e meio ambiente preservados? Por isso, é fundamental a derrubada dos vetos à Lei Complementar 177, de 2021, oriunda do projeto de lei complementar 135/2020.

    COALIZÃO CIÊNCIA E SOCIEDADE*
    especial para Direto da Ciência.
    * A Coalizão Ciência e Sociedade congrega cientistas de instituições ensino e pesquisa em todas as regiões do Brasil.

  • Mulheres e Meninas Cientistas, vamos juntas/os celebrar o Dia Internacional da Mulher?!

    Publicado em 08/02/2021 às 19:25

    A SBPC-SC convida todas as mulheres e meninas cientistas para celebrarem o Dia Internacional da Mulher.

    A data é marcada por muitas lutas que geraram grandes conquistas para todas as mulheres, e essa luta não pode parar!

    É por esse motivo que a SBPC-SC gostaria que VOCÊ, mulher cientista e pesquisadora, contasse a todos um pouco de suas lutas, conquistas e inspirações; e que dessa forma pudesse incentivar e inspirar mais mulheres e meninas, que iniciam a carreira, a não desistir e continuar acreditando na ciência.

    Grave um vídeo de 30 segundos, com o celular na horizontal, respondendo as seguintes perguntas:

    – Quem te inspira na ciência?
    – O que te levou a fazer ciência?
    – Qual é o seu trabalho na ciência?
    – Qual é o seu recado para as futuras mulheres cientistas?

    ➡️ Envie o vídeo para nosso e-mail:
    sbpc.sc@sbpcnet.org.br


  • “LATINOAMÉRICA: VOCÊ ESTÁ AQUI!”: Chamada para a Revista V!RUS 22.

    Publicado em 07/01/2021 às 08:25

    V!22 | LATINOAMÉRICA: VOCÊ ESTÁ AQUI!  CHAMADA DE TRABALHOS

    Esta chamada da revista V!RUS visa reunir ao menos três categorias de trabalhos acadêmicos: 1] aqueles produzidos em países da América Latina, mas não necessariamente sobre temas regionais; 2] aqueles que têm o continente como tema, e focalizam questões relativas às suas cidades e culturas; e 3] trabalhos que discutem aspectos, processos, dinâmicas de lugares situados geograficamente em um dos vinte países independentes das Américas Central, do Sul e Caribe, cujo idioma oficial deriva das línguas românicas português, espanhol ou francês. Buscamos artigos científicos e ensaios críticos que, situando-se em uma das categorias acima mencionadas, estudem e problematizem a produção das cidades e da arquitetura, as dinâmicas da vida urbana e questões culturais.


  • Entidades Cientificas e Ambientais catarinenses divulgam carta aberta contra PL 208/2018.

    Publicado em 03/11/2020 às 08:52

    Foto: Marco Favero / BD Agência RBS

    SBPC-SC e mais de 20 entidades científicas e ambientais catarinenses se manifestam contra projeto que reduz Parque Nacional de São Joaquim.

    Leia o conteúdo na íntegra.


  • ENTIDADES NACIONAIS DO SISTEMA DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA, TECNOLOGIA E INOVAÇÃO PUBLICAM CARTA CONTRA A REDUÇÃO CONTINUADA DE RECURSOS PARA CT&I

    Publicado em 14/10/2020 às 19:04

    Fonte: foto: FÁBIO VIEIRA/FOTORUA/ESTADÃO CONTEÚDO

    A Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e demais Entidades Científicas em defensa da pesquisa em Ciência, Tecnologia e Inovação no Brasil, manifestaram-se contra o corte por parte do governo brasileiro de recursos em Ciência e Tecnologia, e defendem a recomposição do Orçamento de 2021.

    Confira aqui o texto na íntegra.


  • POLÍTICA COMPARADA: LIÇÕES DA DEMOCRACIA E DA DITADURA NA PERIFERIA

    Publicado em 03/10/2020 às 14:37

    Resenha do livro de Francisco Canella, “Entre o local e a cidade: memórias e experiências de duas gerações de moradores da periferia urbana em Florianópolis (1990-2010)

    (Ed. Todapalavra, Ponta Grossa, PR. 2019. (Disponível para aquisição na Livraria Livros&Livros, Florianópolis, UFSC).

     

    Autor: Paulo Krischke, Pesquisador Sênior, CNPq, no Doutorado Interdisciplinar em Ciências Humanas, UFSC

     

    Em Florianópolis ocorreu uma diversificação dos movimentos de moradores em bairros populares de Santa Catarina. Este estado da federação foi um dos poucos durante o regime militar, que logrou criar e manter uma rede de apoio popular ao governo autoritário, controlando a distribuição e o acesso a bens e serviços de consumo coletivo, (água, luz, iluminação, arruamentos, escolas, postos de saúde, segurança, transporte, etc.) entre essas comunidades das periferias. Isto foi feito através principalmente da nomeação estatal de diretorias para os “Conselhos Comunitários”, que passaram a organizar o voto da população nas eleições que passaram então a existir periodicamente no Brasil.

    O grande fascínio desta obra do Prof. Canella está no seu peculiar caráter comparativo, com que examina as diferentes formas e sentidos, métodos e objetivos, de duas gerações de moradores de um mesmo bairro, às vezes membros das mesmas famílias, muitas vezes também amigos e vizinhos entre si. Isso tudo enquanto mesmo assim, escolheram caminhos diversos, às vezes opostos e sempre competitivos, de inserção pessoal, profissional, social e coletiva, nos meandros, desafios e oportunidades, da mesma cidade de Florianópolis. E que ainda também encontram, até hoje, dificuldades de inserção e reconhecimento de seus direitos como cidadãos desta cidade – nem sempre aquelas mesmas barreiras enfrentadas pela geração anterior, mas outras tantas que também desafiam o sentido de justiça e pedem resolução ainda mais ampla dos poderes públicos e da cidadania.

    Naqueles bairros que não eram controlados pelos “Conselhos” surgiram “Associações de Moradores”, geralmente lideradas pela oposição do MDB e outros grupos minoritários, que se opunham ao regime militar, e disputavam com os “Conselhos” o acesso aos bens e serviços de consumo coletivo. Outra rede ainda menor, autodenominada “Periferia” era principalmente organizada por CEBs (“Comunidades Eclesiais de Base”, da Igreja Católica) que se opunham tanto aos “Conselhos” como às “Associações”, e lideravam movimentos mais radicais de moradia (invasão de espaços vagos, públicos e privados), como o Movimento dos “Sem Tetos”– estudado pelo Prof. Canella na primeira parte deste livro.

    Um interesse científico desta transição estudada pelo Prof. Canella, é que exemplifica com riqueza de detalhes, uma ampliação longitudinal interdisciplinar das ciências sociais comparativas. Por exemplo, o método da ciência política comparativa surgiu nos Estados Unidos da Guerra Fria, para enaltecer as vantagens democráticas daquele país, em comparação às conquistas graduais de liberdade, realizadas no mundo inteiro.

    Mas hoje esse ângulo está profundamente alterado, por pesquisas comparativas como esta do Prof. Francisco Canella no Brasil. É claro que a própria cidade de Florianópolis também mudou muito (talvez dramaticamente) durante esse processo e período de tempo, para as duas gerações deste bairro estudado por Canella. A ênfase dos noticiários locais é quase sempre posta no assombroso crescimento numérico da população de Florianópolis, que mais que dobrou nestes anos todos, enquanto as limitações de espaço, tempo e recursos materiais disponíveis, assim como as belezas e riquezas naturais, seguem parasitadas pela especulação imobiliária, ou até mesmo têm sido reduzidas ou proporcionalmente devastadas/desperdiçadas pelos mesmos políticos (ou seus descendentes) que paradoxalmente se elegeram prometendo protegê-las e preservá-las para as gerações futuras.

    Mas é justamente neste outro sentido qualitativo, ainda tão insatisfatório, que os processos de democratização do Brasil e da América Latina poderão oferecer lições comparativas de validade excepcional para o mundo inteiro. Todos os estudos de padrão internacional sobre política comparada sempre enaltecem a dependência do sucesso econômico como garantia da democracia política. Mas os estudos de casos comparativos dos grupos, bairros, cidades e regiões do Brasil e outros países considerados menos prósperos e “desenvolvidos” do mundo oferecem lições contrárias, de coragem, criatividade, dedicação e persistência, que consagram o valor moral, a persistência imbatível, e a pluralidade de intenções, inovações e liberdades, que animam desde sempre a resistência ao patrimonialismo, à discriminação e ao preconceito racista, sexista, machista, chovinista, etc — que se exercem contra os povos oprimidos. Francisco Canella termina seu livro afirmando:

    “(…) os projetos que tiveram tanta importância na vida dos abandonados e dos jovens, na constituição de atores juvenis diferenciados, não foi obra do  Estado e de suas políticas públicas, mas da ação dos próprios moradores, de organizações do terceiro setor e de universidades. Por parte do Estado, apesar das melhorias citadas anteriormente, predominam ainda o abandono e o estigma dessas áreas da cidade.”

    Esse acompanhamento feito pelo Prof. Canella junto à juventude e aos moradores do bairro, com apoio de seus alunos e colegas da UDESC, demonstra uma visão amplamente inovadora e compensatória das carências reconhecidas na cidade. Longe da ambição, do individualismo e da competição desmedida, reforçada pelo neoliberalismo dominante, constatou-se aqui a solidariedade, a colaboração e a autoestima da cidadania, no enfrentamento dos seus problemas comuns.

    Claro, devemos sempre reconhecer também que cada pessoa necessita e merece cultivar sua vida pessoal, e realizar seus sonhos e aspirações individuais, com o auxílio e a colaboração dos demais, parentes, amigos, e vizinhos, e com a assistência e estímulo de todos que devemos atuar no espaço público, e nas instituições do estado, do município e da nação brasileira. Para isso também pagamos impostos e elegemos nossos representantes numa democracia, não é certo? Para garantir nossa liberdade de iniciativa, colaboração e capacidade de organização, no interesse mútuo e da sociedade em que vivemos. Essas virtudes, conquistas e qualidades da vida democrática são o nosso maior tesouro, que jamais poderemos dispensar, e que estamos apenas conquistando pouco a pouco — cabendo a cada geração determinar os seus próprios caminhos e sua contribuição. O panorama que Francisco Canella apresenta nesta crônica de duas gerações da cidadania de Florianópolis, é portanto “uma localização” (como enfatiza) do processo de democratização em nosso país. Este é um processo “glocal” – como enfatizam os ecologistas, de “pensar global e agir local”.

    Pois houve aqui em Florianópolis uma primeira geração com grande coragem, destemor e desafio ao autoritarismo, quando a força conjunta da união dos moradores conquistou seu território, logrando derrubar e superar os preconceitos e a discriminação contra eles mesmos: os mais pobres e injustiçados da cidade. Depois foi necessário negociar formas de convivência mais estáveis e rotineiras, e os jovens principalmente foram buscar estudo e ocupação para seguir vivendo, criando simultaneamente laços e oportunidades mais ricas e variadas, de convívio, lazer, fraternidade e empreendimento. As escolas e serviços de saúde, de assistência social e extensão universitária (neste como em outros bairros, com apoio da UDESC) foram muito úteis no estímulo a estas iniciativas, reforçando o caráter público desta etapa de expansão e fortalecimento da democracia.

    Estes exemplos mostram como as duas gerações que movimentam este bairro têm construído e partilhado uma trajetória dinâmica e mutante, enriquecedora da vida da cidade e do país. Que elas sirvam de exemplo para nós todos, que enfrentamos no Brasil inteiro, a alienação materialista neoliberal!


  • SBPC/SC assina Carta Aberta do CMS, cobrando a adoção de medidas necessárias para enfrentamento ao COVID-19 na classificação de Altíssimo risco em Florianópolis.

    Publicado em 19/07/2020 às 11:08

    Acesse aqui a carta com a lista das entidades que a assinaram: http://portal.pmf.sc.gov.br/sistemas/saude/cms/admin/uploads/1595195120.pdf 


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