“LATINOAMÉRICA: VOCÊ ESTÁ AQUI!”: Chamada para a Revista V!RUS 22.

07/01/2021 08:25

V!22 | LATINOAMÉRICA: VOCÊ ESTÁ AQUI!  CHAMADA DE TRABALHOS

Esta chamada da revista V!RUS visa reunir ao menos três categorias de trabalhos acadêmicos: 1] aqueles produzidos em países da América Latina, mas não necessariamente sobre temas regionais; 2] aqueles que têm o continente como tema, e focalizam questões relativas às suas cidades e culturas; e 3] trabalhos que discutem aspectos, processos, dinâmicas de lugares situados geograficamente em um dos vinte países independentes das Américas Central, do Sul e Caribe, cujo idioma oficial deriva das línguas românicas português, espanhol ou francês. Buscamos artigos científicos e ensaios críticos que, situando-se em uma das categorias acima mencionadas, estudem e problematizem a produção das cidades e da arquitetura, as dinâmicas da vida urbana e questões culturais.

ENTIDADES NACIONAIS DO SISTEMA DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA, TECNOLOGIA E INOVAÇÃO PUBLICAM CARTA CONTRA A REDUÇÃO CONTINUADA DE RECURSOS PARA CT&I

14/10/2020 19:04

Fonte: foto: FÁBIO VIEIRA/FOTORUA/ESTADÃO CONTEÚDO

A Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e demais Entidades Científicas em defensa da pesquisa em Ciência, Tecnologia e Inovação no Brasil, manifestaram-se contra o corte por parte do governo brasileiro de recursos em Ciência e Tecnologia, e defendem a recomposição do Orçamento de 2021.

Confira aqui o texto na íntegra.

POLÍTICA COMPARADA: LIÇÕES DA DEMOCRACIA E DA DITADURA NA PERIFERIA

03/10/2020 14:37

Resenha do livro de Francisco Canella, “Entre o local e a cidade: memórias e experiências de duas gerações de moradores da periferia urbana em Florianópolis (1990-2010)

(Ed. Todapalavra, Ponta Grossa, PR. 2019. (Disponível para aquisição na Livraria Livros&Livros, Florianópolis, UFSC).

 

Autor: Paulo Krischke, Pesquisador Sênior, CNPq, no Doutorado Interdisciplinar em Ciências Humanas, UFSC

 

Em Florianópolis ocorreu uma diversificação dos movimentos de moradores em bairros populares de Santa Catarina. Este estado da federação foi um dos poucos durante o regime militar, que logrou criar e manter uma rede de apoio popular ao governo autoritário, controlando a distribuição e o acesso a bens e serviços de consumo coletivo, (água, luz, iluminação, arruamentos, escolas, postos de saúde, segurança, transporte, etc.) entre essas comunidades das periferias. Isto foi feito através principalmente da nomeação estatal de diretorias para os “Conselhos Comunitários”, que passaram a organizar o voto da população nas eleições que passaram então a existir periodicamente no Brasil.

O grande fascínio desta obra do Prof. Canella está no seu peculiar caráter comparativo, com que examina as diferentes formas e sentidos, métodos e objetivos, de duas gerações de moradores de um mesmo bairro, às vezes membros das mesmas famílias, muitas vezes também amigos e vizinhos entre si. Isso tudo enquanto mesmo assim, escolheram caminhos diversos, às vezes opostos e sempre competitivos, de inserção pessoal, profissional, social e coletiva, nos meandros, desafios e oportunidades, da mesma cidade de Florianópolis. E que ainda também encontram, até hoje, dificuldades de inserção e reconhecimento de seus direitos como cidadãos desta cidade – nem sempre aquelas mesmas barreiras enfrentadas pela geração anterior, mas outras tantas que também desafiam o sentido de justiça e pedem resolução ainda mais ampla dos poderes públicos e da cidadania.

Naqueles bairros que não eram controlados pelos “Conselhos” surgiram “Associações de Moradores”, geralmente lideradas pela oposição do MDB e outros grupos minoritários, que se opunham ao regime militar, e disputavam com os “Conselhos” o acesso aos bens e serviços de consumo coletivo. Outra rede ainda menor, autodenominada “Periferia” era principalmente organizada por CEBs (“Comunidades Eclesiais de Base”, da Igreja Católica) que se opunham tanto aos “Conselhos” como às “Associações”, e lideravam movimentos mais radicais de moradia (invasão de espaços vagos, públicos e privados), como o Movimento dos “Sem Tetos”– estudado pelo Prof. Canella na primeira parte deste livro.

Um interesse científico desta transição estudada pelo Prof. Canella, é que exemplifica com riqueza de detalhes, uma ampliação longitudinal interdisciplinar das ciências sociais comparativas. Por exemplo, o método da ciência política comparativa surgiu nos Estados Unidos da Guerra Fria, para enaltecer as vantagens democráticas daquele país, em comparação às conquistas graduais de liberdade, realizadas no mundo inteiro.

Mas hoje esse ângulo está profundamente alterado, por pesquisas comparativas como esta do Prof. Francisco Canella no Brasil. É claro que a própria cidade de Florianópolis também mudou muito (talvez dramaticamente) durante esse processo e período de tempo, para as duas gerações deste bairro estudado por Canella. A ênfase dos noticiários locais é quase sempre posta no assombroso crescimento numérico da população de Florianópolis, que mais que dobrou nestes anos todos, enquanto as limitações de espaço, tempo e recursos materiais disponíveis, assim como as belezas e riquezas naturais, seguem parasitadas pela especulação imobiliária, ou até mesmo têm sido reduzidas ou proporcionalmente devastadas/desperdiçadas pelos mesmos políticos (ou seus descendentes) que paradoxalmente se elegeram prometendo protegê-las e preservá-las para as gerações futuras.

Mas é justamente neste outro sentido qualitativo, ainda tão insatisfatório, que os processos de democratização do Brasil e da América Latina poderão oferecer lições comparativas de validade excepcional para o mundo inteiro. Todos os estudos de padrão internacional sobre política comparada sempre enaltecem a dependência do sucesso econômico como garantia da democracia política. Mas os estudos de casos comparativos dos grupos, bairros, cidades e regiões do Brasil e outros países considerados menos prósperos e “desenvolvidos” do mundo oferecem lições contrárias, de coragem, criatividade, dedicação e persistência, que consagram o valor moral, a persistência imbatível, e a pluralidade de intenções, inovações e liberdades, que animam desde sempre a resistência ao patrimonialismo, à discriminação e ao preconceito racista, sexista, machista, chovinista, etc — que se exercem contra os povos oprimidos. Francisco Canella termina seu livro afirmando:

“(…) os projetos que tiveram tanta importância na vida dos abandonados e dos jovens, na constituição de atores juvenis diferenciados, não foi obra do  Estado e de suas políticas públicas, mas da ação dos próprios moradores, de organizações do terceiro setor e de universidades. Por parte do Estado, apesar das melhorias citadas anteriormente, predominam ainda o abandono e o estigma dessas áreas da cidade.”

Esse acompanhamento feito pelo Prof. Canella junto à juventude e aos moradores do bairro, com apoio de seus alunos e colegas da UDESC, demonstra uma visão amplamente inovadora e compensatória das carências reconhecidas na cidade. Longe da ambição, do individualismo e da competição desmedida, reforçada pelo neoliberalismo dominante, constatou-se aqui a solidariedade, a colaboração e a autoestima da cidadania, no enfrentamento dos seus problemas comuns.

Claro, devemos sempre reconhecer também que cada pessoa necessita e merece cultivar sua vida pessoal, e realizar seus sonhos e aspirações individuais, com o auxílio e a colaboração dos demais, parentes, amigos, e vizinhos, e com a assistência e estímulo de todos que devemos atuar no espaço público, e nas instituições do estado, do município e da nação brasileira. Para isso também pagamos impostos e elegemos nossos representantes numa democracia, não é certo? Para garantir nossa liberdade de iniciativa, colaboração e capacidade de organização, no interesse mútuo e da sociedade em que vivemos. Essas virtudes, conquistas e qualidades da vida democrática são o nosso maior tesouro, que jamais poderemos dispensar, e que estamos apenas conquistando pouco a pouco — cabendo a cada geração determinar os seus próprios caminhos e sua contribuição. O panorama que Francisco Canella apresenta nesta crônica de duas gerações da cidadania de Florianópolis, é portanto “uma localização” (como enfatiza) do processo de democratização em nosso país. Este é um processo “glocal” – como enfatizam os ecologistas, de “pensar global e agir local”.

Pois houve aqui em Florianópolis uma primeira geração com grande coragem, destemor e desafio ao autoritarismo, quando a força conjunta da união dos moradores conquistou seu território, logrando derrubar e superar os preconceitos e a discriminação contra eles mesmos: os mais pobres e injustiçados da cidade. Depois foi necessário negociar formas de convivência mais estáveis e rotineiras, e os jovens principalmente foram buscar estudo e ocupação para seguir vivendo, criando simultaneamente laços e oportunidades mais ricas e variadas, de convívio, lazer, fraternidade e empreendimento. As escolas e serviços de saúde, de assistência social e extensão universitária (neste como em outros bairros, com apoio da UDESC) foram muito úteis no estímulo a estas iniciativas, reforçando o caráter público desta etapa de expansão e fortalecimento da democracia.

Estes exemplos mostram como as duas gerações que movimentam este bairro têm construído e partilhado uma trajetória dinâmica e mutante, enriquecedora da vida da cidade e do país. Que elas sirvam de exemplo para nós todos, que enfrentamos no Brasil inteiro, a alienação materialista neoliberal!

ALERTA DE ENTIDADES CIENTÍFICAS CATARINENSES E BRASILEIRAS CONTRA O USO DA IVERMECTINA NA PREVENÇÃO DA COVID-19.

17/07/2020 12:30

Imagem retirada do sitio da SES/SC

APESAR DE AMPLAMENTE DIVULGADO, O ALERTA DE ENTIDADES CIENTÍFICAS CATARINENSES E BRASILEIRAS CONTRA O USO DA IVERMECTINA NA PREVENÇÃO DA COVID-19 NÃO FOI SUFICIENTE PARA IMPEDIR O USO DESCONTROLADO DESSE VERMÍFUGO POR PARTE DA POPULAÇÃO DE SANTA CATARINA

Apesar de ter sido amplamente divulgado, via imprensa e redes sociais, um alerta de entidades científicas contra o uso da Ivermectina na prevenção da Covid-19, em um manifesto (veja link do texto original) assinado por diversas entidades catarinenses e brasileiras, incluindo a Sociedade Brasileira de Virologia (SBV), a Associação Brasileira de Saúde Coletiva (ABRASCO) e a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência – Regional de SC (SBPC-SC), além de Programas, Departamentos e Núcleos de Pesquisa da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), a propaganda irresponsável feita por alguns médicos e gestores públicos teve efeito ainda mais forte do que o argumento científico e da razão.

O resultado observado foi uma corrida às farmácias e um consumo descontrolado e em massa do medicamento para vermes em Santa Catarina.

Um fato omitido (propositalmente ou por desconhecimento) pelos médicos e gestores públicos que alardeiam os efeitos supostamente inibitórios do vermífugo Ivermectina na multiplicação do vírus SARS-CoV-2, é que esse efeito, observado somente in vitro (ou seja, fora de um organismo animal ou humano) ocorre em doses muito mais altas do que aquelas toleradas por seres humanos.

No entanto, há uma informação ainda mais relevante que está sendo escondida nessa propaganda desesperada: é o fato de que em pesquisas por novos medicamentos, as chances de que uma droga que teve um novo efeito verificado in vitro, venha a confirmar esse efeito terapêutico quando for testado em pessoas reais (em um processo que envolve longas pesquisas clínicas chamadas de Fases I, II e III), é ínfimo.

Podemos estimar que uma porcentagem muito pequena (algo em torno de 1%) dos fármacos que forneceram resultados promissores in vitro (fora de animais ou de pessoas), chegará um dia a ser usada para tratar pacientes humanos.

Dito de outra maneira, considerando-se uma droga candidata como a Ivermectina, que forneceu resultados promissores em um estudo in vitro, podemos inferir que ela tem uma probabilidade em torno de 99% de nunca vir a ter sua eficácia e segurança comprovadas para tratar Covid-19 em humanos, restando apenas algo em torno de 1% de esperança para seus usuários de que ela realmente venha a ter algum efeito desejado.

Isso ocorre porque, entre os efeitos observados in vitro e aqueles desejados clinicamente, há uma infinidade de fatores a serem superados e demonstrados cientificamente, como a forma de administração, o espectro de doses, a absorção da droga, sua farmacocinética, sua farmacodinâmica, sua eficácia, sua toxicidade, suas interações medicamentosas e, enfim, seus efeitos adversos em humanos.

Quando a Ciência não é ouvida, restam a sorte, a fé e a esperança de se ter em mãos um bilhete premiado.

André Ramos (PhD) Secretário Regional da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência em Santa Catarina (SBPC-SC)

Guilherme Pasetto Fadanni (MSc) Pesquisador do Centro de Inovação e Ensaios Pré-Clínicos (CIEnP)

Entidades e movimentos sociais se unem em defesa da democracia e da vida.

17/07/2020 12:17

OAB, ABI, SBPC, Centrais Sindicais e Comissão Arns estão entre as organizações à frente da campanha lançada no dia 29/06/20.

Mais de 60 organizações, entre entidades nacionais, centrais sindicais, movimentos sociais, articulações pró-democracia e organizações não-governamentais lançaram a campanha #BrasilpelaDemocracia #BrasilpelaVida

A ação é uma resposta à situação enfrentada pelo país, que exige a união de todos em defesa da democracia, ameaçada pelo ataque permanente e inconcebível às instituições, à imprensa, ao Estado Democrático de Direito e aos direitos dos cidadãos e cidadãs consagrados na Constituição Federal.

➡️ Acompanhe a página e saiba mais: https://www.facebook.com/brasilpelademocracia/

Participem da Marcha Virtual pela Vida!

02/06/2020 21:05

A SECRETARIA REGIONAL DA SBPC DE SANTA CATARINA (SBPC-SC) CONVIDA

Você e sua organização a participarem da Marcha Virtual pela Vida (Dia “V”), a ser realizada no dia 9 de junho, em todo o País. A iniciativa resultou da exitosa Marcha Virtual pela Ciência, que atingiu mais de dois milhões de pessoas no dia 7 de maio, ficando em 2º lugar nos trending topics do Twitter no Brasil.

A Frente pela Vida, movimento que reúne entidades* de diversos setores, é quem está coordenando essa grande manifestação democrática, que contará com atividades transmitidas virtualmente ao longo do dia. O objetivo é chamar a atenção de brasileiros e brasileiras para o fortalecimento de valores fundamentais para o enfrentamento da grave crise que estamos atravessando: a vida, a saúde, o SUS, a solidariedade, a preservação do meio ambiente, a democracia, a ciência e a educação.

A Marcha contará com atividades regionais na parte da manhã e debates virtuais de âmbito nacional na parte da tarde, com a participação de cientistas, artistas, personalidades e gestores públicos.

PROGRAMAÇÃO GERAL

Manhã: Atividades regionais associadas ao tema VIDA

12h-13h: Tuitaço com a hashtag #MarchaPelaVida

12h: Manifestação virtual em Brasília, com avatares (crie o seu em Manif.app)

13h-15h: Painel de depoimentos de pessoas de todos os setores sociais em torno dos seis eixos da Declaração “Marcha pela Vida”;

16h: Ato político de apresentação pública dos pontos essenciais da Marcha;

18h-19h: Programação cultural

Você e sua entidade podem participar de uma ou mais das seguintes formas

Divulgação da Marcha pela Vida nos seus canais de comunicação e participação nas atividades nacionais do período da tarde do dia 9 de junho;

Realização de alguma atividade sob sua responsabilidade na manhã do dia 09/06 com opção aberta (painéis, lives, vídeos, palestras, etc.), em torno dos seis eixos** da Frente pela Vida. As programações que tiverem essa característica no Estado de Santa Catarina deverão ser informadas por e-mail a nossa Secretaria (sbpc.sc@sbpcnet.org.br) para que possam ser divulgadas estadual e nacionalmente.

Postagem de vídeos curtos com declarações sobre a importância da Marcha Pela Vida ao longo desta semana em suas próprias redes sociais, assinalando #MarchaPelaVida e marcando a @SBPCnet.

As entidades proponentes serão as únicas responsáveis pela organização e execução de suas atividades, devendo se esforçar para mobilizar o maior número possível de pessoas de suas redes.

O papel da SBPC-SC será o de coletar as informações de cada atividade, repassa-las à coordenação nacional, divulga-las em suas redes sociais e fornecer ao proponente um modelo de material gráfico.

Na imagem em anexo, você verá alguns elementos visuais que estamos adotando, como as cores verde e vermelha de nosso estado, o logo da SBPC-SC e o logo oficial da marcha. Fica a sugestão para que cada entidade parceira, se assim desejar, adote tais elementos em seus materiais de divulgação, incluindo, sempre que possível, #MarchaPelaVida.

*A Frente pela Vida é conduzida pela Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), a Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), o Conselho Nacional de Saúde (CNS), a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), a Associação Brasileira de Imprensa (ABI), o Centro Brasileiro de Estudos da Saúde (Cebes), a Sociedade Brasileira de Bioética (SBB) e a Rede Unida. Dezenas de outras entidades já estão se juntando a esta iniciativa.
**Nosso movimento é baseado em seis pilares:

1. O direito à vida é o bem mais relevante e inalienável da pessoa humana, sem distinção de qualquer natureza;

2. As medidas de prevenção e controle no enfrentamento da pandemia da COVID-19 devem ser estabelecidas com base científica e rigorosamente seguidas a partir de planejamento articulado entre os governos federal, estadual e municipal;

3. O Sistema Único de Saúde – SUS é instrumento essencial para preservar vidas, garantindo, com equidade, acesso universal e integral à saúde;

4. A solidariedade, em especial para com os grupos mais vulneráveis da população, é um princípio primordial para uma sociedade mais justa, sustentável e fraterna;

5. É imprescindível para a vida no Planeta a preservação do meio ambiente e da biodiversidade, garantindo a todos uma vida ecologicamente equilibrada e sustentável;

6. A democracia e o respeito à Constituição são fundamentais para assegurar os direitos individuais e sociais, bem como para proporcionar condições dignas de vida para todas e todos os brasileiros.

Prof. André Ramos

Secretário Regional da SBPC-SC

 

Repercussão da Marcha Virtual pela Ciência em Santa Catarina

21/05/2020 08:53

A repercussão da “Marcha Virtual pela Ciência”, ocorrida em todo o Brasil no dia 7 de maio de 2020, recebeu, em Santa Catarina, a força necessária de diferentes apoiadores, de modo a demonstrar que a ciência tem o seu espaço, mas que carece de empenho para não esmorecer na luta contra o obscurantismo que hoje vivenciamos. As atividades desenvolvidas no Estado foram variadas e abordaram diferentes áreas do conhecimento, incluindo as ciências humanas, mesmo que atualmente essas venham sendo assolapadas por discursos tecnicistas que reduzem a importância de uma necessária ação reflexiva sobre o comportamento social-humano.

A Marcha Virtual pela Ciência tomou grande proporção no País inteiro. Em Santa Catarina, os números demonstram a interação das pessoas com o evento, evidenciando, mais uma vez, a importância da ciência no atual momento de pandemia. Somente as atividades que ocorreram no Estado, das diferentes entidades que participaram da Marcha, obtiveram um total de 13.143 visualizações quando transmitidas pelo Facebook YouTube.

O Facebook da SBPC-SC teve um aumento significativo no número de seguidores, desde as primeiras chamadas sobre a Marcha até o presente momento. Somente no dia 7 de maio, 138 pessoas curtiram a página e as publicações do dia obtiveram um alcance de 9.929 pessoas, através de curtidas e compartilhamentos. Do mesmo modo, o evento criado no Facebook especificamente para o Estado de Santa Catarina atingiu o número de 486 confirmados e 15,9 mil de alcance de todas as publicações e transmissões do dia. O Instagram da SBPC-SC demonstrou também aumento nas interações com as postagens, desde o dia da Marcha até os que sucedem, este obteve um total de 8.975 impressões sobre as postagens, com alcance de 1.136 pessoas.

O número de matérias jornalísticas em Santa Catarina cobrindo o impacto da Marcha Virtual pela Ciência, feita por mídias diversas, foi de dezesseis matérias, sendo duas vinculadas em TV.

Secretaria Regional da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência em SC (SBPC-SC) se empenhou, junto aos mais variados setores engajados na pesquisa científica — programas de pós-graduação, entidades de divulgação científica, sindicatos, associações, núcleos, laboratórios e demais interessados no tema — para que suas atividades, naquele dia, fossem concentradas e coordenadas virtualmente, de forma a que esses segmentos ganhassem espaço midiático em conformidade com a importância que representam.  Duas atividades sincronizadas tiveram espaço dentro das ações do “Pacto pela Vida”, “Fique em Casa com a Ciência” e “Marcha Virtual pela Ciência”, com o recurso da plataforma Twitter. A finalidade das ações foi convocar a sociedade brasileira à reflexão sobre a importância da ciência, sobretudo no que diz respeito ao enfrentamento da Covid-19.

A Secretaria da SBPC-SC coordenou uma gama de atividades perpassando desde pesquisas específicas sobre a pandemia — incluindo o lançamento de vídeo-aulas voltadas para professores da rede pública de ensino — até a problematização de temas advindos do Direito, da Geografia, dos estudos de Gênero e Étnico-Raciais, dentre outros. (Veja a lista completa de atividades ao final desse documento, com os títulos, entidades proponentes e número de acessos).

Vale ressaltar que as atividades descritas em nossa lista resultam do empenho de cada entidade organizadora, mas também da articulação que a equipe da SBPC-SC vem promovendo no Estado, somando esforços para reunir instituições e manter a valorização da Ciência a qualquer tempo e, principalmente, na atual vivência de uma pandemia. As ações organizadas durante a Marcha se relacionam com as iniciativas coordenadas pela SBPC-SC para tentar impedir que o governo estadual viesse a flexibilizar a quarentena precipitadamente, visando à reabertura da economia no Estado sem garantias de segurança sanitária. Esta ameaça impulsionou a SBPC-SC a articular uma força tarefa, buscando apoiadores junto aos segmentos científicos, para ressaltar os impactos potencialmente devastadores de se revogar o isolamento social de forma prematura.

Dentre as atividades estaduais da Marcha, registra-se a importância do “Seminário Catarinense Escola é Lugar de Ciência (também e principalmente) em tempos de pandemia”, promovido pela SBPC-SC em parceria com a Assembleia Legislativa. Foram mais de 2,5 mil visualizações do debate coordenado pelo Prof. André Ramos, focando em estratégias articuladas para valorizar a ciência na rede pública de ensino. Uma série de vídeos educativos sobre a pandemia foi lançada por um grupo de professores-pesquisadores da UFSC, disponibilizando informações científicas sobre a pandemia, permitindo assim atenuar os efeitos do isolamento dos professores da educação básica, além de municiá-los com os principais elementos científicos que qualquer pandemia envolve. Além do sucesso da atividade, destaca-se a importante ferramenta disponível em audiovisual gratuito, para todos aqueles que necessitam se abastecer com informações relevantes e com total embasamento científico. Os vídeos são disponibilizados com uma frequência diária na plataforma YouTube, através do canal do Projeto Imagine ( https://www.youtube.com/channel/UCmPNIIXVm5v_x1I_sMSfxKA)

Outra atividade que se destacou sobremaneira foi a articulação de um grupo de professores de diversas áreas da UFSC que apresentaram os resultados de uma metodologia de análise dos dados da pandemia, chamando a atenção para as subnotificações da Covid-19 em nosso Estado. (https://www.youtube.com/watch?v=J3lKnjXv3J0&t=3468s)

Para contextualizar a importância das atividades realizadas, frisa-se a prioridade que a SBPC-SC deu ao convocar as várias áreas das ciências para articularem os saberes produzidos nestes tempos. Quatro atividades tiveram destaque, sendo duas sobre a produção de racismo no Brasil. Uma contou com a escritora preta, autora do livro Dororidade, Vilma Piedade; e, outra, com a pesquisadora e ativista, doutoranda Jaqueline Conceição, ambas atividades puxadas e desenvolvidas pela Conselheira da SBPC-SC, Dra. Muryel Gonçalves. Outras duas atividades que queremos destacar: uma sobre a temática de Gênero e História, que abordou os diferentes aspectos no tempo e espaço sobre a participação das mulheres e as brutais consequências quando questões epidêmicas atravessam suas vidas — promovida por sumidades acadêmicas na temática de gênero, do Laboratório de Estudos de Gênero e História, LEGH; e outra que contou com a proposição do Laboratório Interdisciplinar de Ensino de Sociologia e Filosofia, Lefis, que abordou a temática do Covid-19 e o capitalismo, buscando repensar o modelo neocapitalista, refletindo a demasiada produção de desejos e os desígnios do tempo que conduzem a visualizar aquilo que na história já foi possível constatar: a fragmentação dos saberes e a fictícia hierarquização das “castas”, que produzem sintomas nefastos e visíveis até entre as produções intelectuais.

Para finalizar, ressalta-se que as atividades ocorridas em Santa Catarina não desmerecem quaisquer outras ações realizadas pelo Brasil afora. Este texto pretende apenas articular informações sobre a multiplicidade das atividades que o Estado concentrou e destacou na sua estrutura local. Recomenda-se o acesso às análises feitas pelas demais entidades, incluindo o sítio da SBPC Nacional, que concentra grande material da “Marcha Virtual pela Ciência”.

ATIVIDADES REALIZADAS NO DIA 7 DE MAIO EM SANTA CATARINA:

01 – APUFSC SINDICAL   Educação, saúde e democracia: A educação científica e o papel das Instituições Federais de Ensino (IFEs) em tempos de pandemia.
Local: https://www.apufsc.org.br/2020/05/07/educacao-saude-e-democracia-confira-o-debate-promovido-pela-apufsc-na-marcha-pela-ciencia/.
1 mil  visualizações.
02 – Laboratório de Gestão Costeira Integrada (LAGECI/UFSC) Café com Gestão Costeira
Local: https://www.youtube.com/watch?v=CcpV_2Wouqc
106 visualizações.
03 – IMDH – Instituto Memória e Direitos Humanos da UFSC. Direitos Humanos em Tempo de Pandemia.
Local: https://www.youtube.com/watch?v=9MffE-Gs1qM&t=15s
91 visualizações.
04 – Laboratório de Estudos de Gênero e História, PPGH (UFSC   Gênero, autoritarismo e pandemia
Local: https://www.youtube.com/watch?v=iOIOo2stSp
417 visualizações.
05 – PPG Saúde Coletiva (UFSC). Saúde Coletiva como ciência interdisciplinar, campo interseccional e prática interprofissional – desafios e perspectivas.
06 -PPG Ecossistemas Agrícolas e Naturais (UFSC). Ciência é investimento essencial.
07 – PPG História Global (UFSC) . Pandemias em perspectiva histórica
Local:  https://youtu.be/n7JUkeMIz3Q
08 – Projeto Sporum do PET Biologia da UFSC           Divulgação Científica mostrando que a ciência é investimento essencial
Local:  https://www.youtube.com/watch?v=VKBJY4KNgCE
646 Visualizações.
09 – SBPC-SC e Projeto Ciência da Ciência. Sororidade e Dororidade juntas no combate ao COVID-19.
Local: https://cutt.ly/pybSafG
52 Visualizações
10 -Laboratório Interdisciplinar de Ensino de Filosofia e Sociologia (LEFIS) – UFSC e SED/SC            O impacto global: o capitalismo ou a humanidade?
11 – PPG Direito (UFSC)   Pandemia Covid-19 e Direito: construção jurídica do novo normal
Local: https://www.youtube.com/watch?v=56O6p4xTqto
231 Visualizações
12 – PPGs-Ecologia, Oceanografia, Biotecnologia (UFSC)   Poluição das águas e Saúde Única: do COVID às estratégias baseadas na natureza.
13 – SBPC-SC e Comissão de Educação da ALESC. Seminário Catarinense “Escola é Lugar de Ciência (também e principalmente) em tempos de pandemia”
Local: https://www.youtube.com/watch?v=a1tVncb6dKo
2,5 mil visualizações.
14 – SBPC-SC e Projeto Ciência da Ciência. Vamos falar sobre a produção de racismo no Brasil?
Local: https://bityli.com/jy2SF
161 visualizações.
15 – PPG Energia e Sustentabilidade (UFSC/Araranguá) Conversando sobre energia e sustentabilidade em tempos de pandemia.
16 – Grupo de professores da UFSC. Estimativas da Subnotificação de COVID-19 em Santa Catarina.
Local: https://www.youtube.com/watch?v=J3lKnjXv3J0&t=3432s
4.668 mil visualizações.
17 – NECAT – Núcleo de Estudo de Economia Catarinense/UFSC Análise da evolução regional da COVID-19 em Santa Catarina.
Local: https://www.youtube.com/watch?v=RLbArQI-w8Y
41 visualizações.
18 – Campus Erechim da UFFS – Democracia, ciência e opinião.
Local: https://bityli.com/T0ewW
3 mil visualizações.
19 – Projeto “Ciência no Bar” Xawara: o que os povos indígenas têm a nos contar sobre tempos de pandemias.
Local: https://www.youtube.com/watch?v=ge9mAijcA-w
230 visualizações.

Kelly Vieira Meira e Rejane Dione Cord 

Assessoras da Secretaria Regional da SBPC em SC, especial para o Jornal da Ciência

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